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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Agasalho...



Enfadonho nunca exalo...
Esperanto o que falo?
Fraudulenta minha presença...
Gratuita a nossa entrada...
Agasalho?
Para onde?
Deixa-me levar-te.



Imagem MeraMente IlustrATIVA.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sufocado Na Escuridão



Eu me sinto sufocado, a angústia me queima a alma. Quero encontrar a saída, mas em cada tentativa eu caio no vazio.

A luz parece distante e borrada e não estou tranqüilo, desta vez eu preciso me libertar. A esperança não me pertence por muito tempo. Será que permanecerei fechado na prisão das incertezas?

Como um sonho que nunca termina não posso alcançar a saída. Os portões estão fechados, não posso ver a esperança, os gritos são em vão...

Devorado por palavras.


As mesmas palavras que um dia me consolaram
Eu me sinto tão sozinho, temendo todos em meu pesadelo.

Desejo escapar toda as noites, meu abrigo será seus olhos vazios.
Então eu me volto para o céu e reclamo para a lua, porque é a única quem guarda meus segredos...

Mas, finalmente, com força de um milhão de sóis esmago minha dor ferida por espinhos. Eu me pego ao redor da luz que começa a acabar. Mas as palavras apenas não param e gritando em meus ouvidos eu digo: adeus à palavra, adeus ao silêncio!!!

Mas eu conto as palavras, as mesmas palavras que me devoram.

Sanada Curiosidade InSana - Parte II


Na busca incessante pelo antes desconhecido, mas que acalmaria seu coração, o pobre diabo em suas horas mais escuras passou de um homem exemplar a um indivíduo doutrinado a libertinagem, cercado de desejos e pensamentos insanos.

Em um dos seus momentos de loucura, ele surtou e espalhou pânico em seu domínio domiciliar. Pretendia violar o que outrora jamais tinha sido maculado, estava fora de si, sua alma estava atormentada, bombardeado de pensamentos de violência e devassidão...

Quando o inevitável estava prestes a acontecer, ele parou...e falou: "Ninguém pode abalar as construções do maior arquiteto universal."

terça-feira, 13 de abril de 2010

O Domínio


Paralelamente às idéias obscuras humanamente possíveis, vislumbramos este conteúdo quimeramente enigmático das raízes etéreas do hermético mundo filosófico e novamente comentamos a nós mesmos. No entanto, a recuperação de valores contidos nisso reage de forma diminuta diante de tanta prolixidade.

Fica registrado o gesto lúgubre de louvor mínimo em atenção a nós mesmos. É em meio a obscuras coisas sem sentido algum para tantos, que nos damos conta de tamanha complexidade humana.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sanada Curiosidade InSana - Parte I


Tamanha sua curiosidade pelo irreal que partiu na busca de uma tal
que achou de se enveredar pela fantasiosa displasia amorosa do surreal.
Era manhã de um sábado quando iniciou-se a insaciável descoberta dos seres
que outrora se amavam. Três era o número. Apenas dois restaram. Um se fora enciumado. Tornou-se uma prévia carnavalesca. Voltou a ser monossilábico. Viu as notas e todos os acordes, após longa escuta. Tendo ele mesmo sozinho ficado.
Sua mera curiosidade o deixou. Sem nada pôde contemplar o que restou: apenas ele mesmo olhando para si. Nem dó.
Finalmente aprendeu que nem sempre o sanar o insano é de veras aprovar.
Há o que deve deixar apenas para ouvir contar.