quarta-feira, 11 de julho de 2012

Sangue na Espada



E Caminhava sempre com a espada



E de nada servia


Eis que precisou desembainhá-la


Ferrugem?


E parecia muito mais com sangue


Mas ele havia trocado a espada pela do companheiro


Ou será que eles nunca estiveram juntos?


Que lugar era aquele?


Nem ao menos o seu nome ele lembrava.


Sentiu apenas a falta de algo quando viu o sangue entre as pernas.


E desmaiou.

domingo, 8 de julho de 2012

Afundando no mar de areia


 http://djalirancher.com/wp-content/uploads/2010/10/01_An_Ocean_of_Sand_Sahara.jpg

A felicidade inquietante fez com que esquecesse a forma-disforme-puntiforme que se apresentara desde sempre pelo seu pecado fisicamente mortal. Mas agora, nesses tempos de trocas recorrentes que nos traz o diferencial que os levará as nuvens. Junte nesse mesmo bojo a corriqueira manifestação do negativismo e a grossa flor se transforma num lindo vaso de Timbuktu enterrando-se nas areias do deserto.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ouvido da Razão


Perco-me nas palavras... Um livro!
São cem páginas de um labirinto
O raciocínio é impossível
Na confusão mental da egrégora humana de nossa dimensão
Me perguntam coisas e sempre as mesmas coisas
As quais ignoro
Ou não
Por não querer dar razão
À voz sub-viciada da razão prolixa
Eis que apenas digo:
Não sei!
Não vi!
E toca pra frente!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O Buraco


Uma busca incessante, uma insanidade controlada... Mas como?

E por onde anda aquele couro?

E na busca, um obstáculo...

Buraco? Onde?

Já era tarde, caíra em tentação... Literalmente no buraco.

Ôco do Mundo

N'aquele orifício... Mas eu nunca havia pensado nisso antes, como?

Prosopopéia alheia à loucura, não a de outrora, mas a do porvir.

E agora? Tá escuro aqui!

Não há retorno! Vou estar sempre aqui te esperando... 



No Buraco!


Nossa, ate você?


Ande, crie coragem! Saia daí de dentro e deixe-se cair...


No Buraco! 

No ôco do Mundo... Sem volta...


Aqui não terás vergonha de se motrar quem é!


No Buraco...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Eros e Cronus

Prefácio: Dois Reis

Era uma noite fria e tranquila.

Havia pensado em tudo,

Mas orou em seguida

Por que aquilo não saía da sua mente?

Cristão?

Só se fosse em vão.

Era a primeira Eucaristia,

Por isso que naquele momento, sentiu o gélido tatear no jardim selvagem e virgem;

Era uma violação? Mas porque era tão prazeroso?

Deus! Porque essa criança... Porque olha para mim! Afaste-se...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A PRImeira viSÃO



A PRImeira viSÃO:


Em uma terra de pormenores
Cortaram cirurgicamente ao meio
Ambos foram retratados
Nada além de vitória,
Sofrimento, arrepio
Que dirá o porvir?
Para Sempre mutilados, trancados...
Sem memória.
E ainda lá! Quem será?

domingo, 1 de maio de 2011

Pedaços de Caos


A criança subia devagar a montanha até chegar ao seu vilarejo. Caminhou entre seus entes queridos despedaçados. Não sentia medo ou repulsa. Seu corpo estava banhado em vermelho.
A cada passo seu coração aumentava em ódio. Não chorou ou se desesperou, já fizera isso antes e não aliviou o sofrimento. No íntimo ele só desejava encontrar o poder que lhes era de direito.